Aqui está.
Clique AQUI e conheça mais novo e mais melhor de bom(neeeem tanto) Reflexões Ululantes. Aproveitem pra dar Adeus ao Questão aí no template e ao Blog.Com.
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Se isso realmente acontecer, vai ser bom pelas coisas que o Blogger oferece que aqui não tem. Mas o template vai ficar toscão. Mais do que já é.

Um dia desse aí, eu estava discutindo, com umas amigas sobre quem na verdade seria Deus. Eu não sei se posso falar o nome delas aqui (Sério, esqueci de pedir permissão), então vou só dizer que uma delas acreditava na possibilidade da cantora Regina Spektor ser Deus, enquanto a outra, afirmava com convicção que a vocalista do Garbage, Shirley Manson, era na verdade o Todo-Poderoso. Claro que eu tentei explicar pra elas que o senhor Eric Clapton, era na verdade o responsável por toda a criação. Mas hey, eu falar que Clapton é Deus é praticamente a mesma coisa que um barbudo cabeludo sair por aí falando que o pai dele é Deus…Tão digno de confiança quanto o grande Big Bang dos cientistas.
Vadiando pelo orkut, eu lembrei da discussão, quando comecei a entrar em comunidades super inteligentes tipo: Ateus são Idiotas, ou ainda Religiosos são idiotas. Lembrei da discussão pensando em como o Clapton devia estar rindo dessas pessoas.
Avançamos mais alguns dias e me pego no msn fazendo o que eu faço melhor, falando abobrinha:
| 3:30:25 | João Gabriel |
Clapton é Deus
| 23:30:40 | João Gabriel |
O Homen-Aranha é o princípio
| 23:30:50 | João Gabriel |
A Kate é um ser superior, ela representa o tamanho
Pronto, eu já tinha material suficiente para criar minha própria religião. E o melhor: ela é tão tosca como qualquer outra!
Começando pelo Clapton que (diferente de outras entidades que encontramos por aí) ficou rico tocando música e agora não cobra mensalidade pra ser Deus! Ou seja, nada de dízimo ou doações aqui pessoas! A minha religião é de graça! Peraí, de graça? Então não é religião…
Calma amiguinho fiel. Eu ainda não falei do Aranha. Ele é o principio, o INICIO. O Clapton só criou o mundo em que estamos, para que o Homem-Aranha pudesse ter um lugar onde existir. É mais ou menos assim. o Clapton criou o Homem-Aranha, mas não tinham prédios nem nada parecido ainda. Não tinha nada. Aí o Clapton criou o planeta terra. “Ok, mas e os prédios?” Perguntou o Aranha ansioso. Sem responder o Clapton criou umas pessoinhas. Não, na minha religião não tem porra de barro. Na verdade eu esqueci de pensar nessa parte, então vamos dizer que somos apenas notas musicais da Grande Guitarra. A Grande Guitarra pode ser nosso símbolo religioso. Depois eu penso como ela vai ser…Voltando, ele tocou umas poucas notas e criou a Humanidade. A Humanidade, por sua vez construiu prédios! E o Aranha feliz, já foi em direção aos tais prédios. Claro que Clapton o impediu, explicando-lhe que ele não podia chegar assim do nada. Tinha que esperar mais um pouco. Dessa vez Clapton criou o Yhwh (Deus dos Judeus porra!), Yhwh criou os judeus, e entre eles o nosso querido(não mesmo), Stanley Martin Lieber.
E pronto. Através de Stanley Martin Lieber, ou Stan Lee se preferir, o Homem-Aranha ganhou sua passagem pra nossa realidade. Sim tudo foi premeditado por Clapton, e tudo que você está vendo, incluindo você mesmo(sei lá, vai que tem um espelho aí) existem apenas por causa do Homem-Aranha. E o que isso tem a ver com a religião não ser grátis? Simples! Agradeça sua existência comprando as revistas dele!
Viram? Tão inteligente e tão bem pensado quanto o Criacionismo e o Evolucionismo! Só que faz sentido. Como ficou de acordo na discussão O Clapton só pode reger o universo em alguns dias da semana (Que não foram decididos ainda), então tecnicamente na minha religião tem que rezar uns dias aí pra Regina Spektor e pra véia da Shirley Manson.
Finjam que eu esqueci e perguntem quem é Kate e o que ela tem a ver com essa palhaçada toda, que eu vou escrever um post só pra explicar o papel completamente superior dela na bagaça.

Dez entre 10 listas dos maiores guitarristas da históriacolocam Jimi Hendrix emprimeiro. Não importa no que a lista é baseada. Melhores músicas? Hendrix em primeiro. Maior inovador? Hendrix em primeiro. Maior contribuição para a música no geral? Hendrix em primeiro. Mais técnico? Lá estará Hendrix em primeiro lugar. Não importa o meio de divulgação da lista também. Pode ser desde a lista do blog do Manuel até grandes sites e revistas renomadas. James Marshal Hendrix estará em primeiro.
Nas comunidades de cada artista, os idiotas ficam praticamente 24 horas discutindo entre si qual é o SEGUNDO melhor guitarrista da história. Reparem, que os fãs dos guitarristas mais clássicos odeiam (Só Jesus sabe porque) os elétricos e velozes guitarristas da atualidade. E os fãs do Satriani e do Petrucci adoram falar mal dos grandes guitarristas clássicos (Novamente, só Jesus para descobrir o que motiva os calhordas). E ainda assim, todos eles, sem exceção, concordam que Jimi Hendrix é o Maior-Melhor-e-Mais-Bonito guitarrista de toda a história da galáxia. EU NÃO SEI QUANTO A VOCÊS, MAS EU PENSO QUE ESSE TIPO DE UNANIMIDADE FEDE. FEDE DE MAIS.
Não quero desqualificar o trabalho do Hendrix, ele realmente foi muito bom. Conseguiu aparecer numa época em que grandes guitarristas estavam no auge. Tem uma pá de musicas legais (bem barulhentas) e realmente gostava do que fazia(Coeh dá uma olhada na foto). Até aí tudo bem, nada de mais. OK. Aí o feladaputa inventa de morrer com 28 aninhos. O mundo vai abaixo, os fãs ficam enlouquecidos, os críticos, ficam mais idiotas que o normal e as gravadoras começam a calcular todo o dinheiro que perderiam com a morte da cabra. Daqui a pouco começam a especular como o cara seria bom se não tivesse morrido. Como faria musicas excelentes se não tivesse morrido. Como um dia seria o maior guitarrista da história se não estivesse morto.
Pronto, mais alguns anos as pessoas esquecem a metade da frase em que ele ESTÁ MORTO, e só conseguem lembrar-se da metade desgracenta em que ele é o melhor. Isso, somado a babaquice humanística de “aceitar-concordar-e-porque-não-aumentar?” qualquer coisa dita, transformou nosso querido Jimi, numa porra de um mito ambulante.
O Cara era bom.
Realmente bom.
Mas não desse tantão.

Eu, onze, doze anos. Computador, internet, joguinhos. Um amigo, computador dele na mesma sala, internet, joguinhos e MÚSICA. Olho pra ele. Olho pra mim. Olho pra ele e pras músicas dele. Penso:
Sebastião olhou o velho de cima a baixo.Virou-se e continuou cuidando dos animais, que pareciam muito cansados. O velhoesperou mais alguns minutos e então disse:
-Eu disse que tenho um trabalho para você. Você não é um Matador? E Então? Voupaga-lo bem.
Sebastiãomexeu em suas coisas que vinham nas costas da mula. Mais alguns minutos e entãorespondeu ser se virar:
-Não me importa seu filho, e me importa muito menos o seu “trabalho”-Esperou um instante e então concluiu - Em que momento no tempo as pessoas dessacidade perderam a educação?
Ovelho, que alguns instantes atrás mantinham um ar arrogante e superior, agoraparecia com medo.
-Que quer dizer?
Sebastiãoaumentou o vlolume de sua voz parecendo irritado.
-Entro na cidade, não me oferecem os cumprimentos. Encaram a mim e a meusanimais como se fosse-mos algo de outro plano. Venho até o poço da cidade, jáque a hospitalidade da cidade é provavelmente a pior que já vi em todas asminhas viagens. Bem, como se não bastasse tudo isso, um velhote que mal semantém em pé, me acusa de ter matado seu filho, e ainda me oferece um”TRABALHO”, como se eu fosse alguma espécie de mercenário. -Sebastião retira o chapéu do meio das coisas nas costas da mula e continua -Isso que quero dizer. Agora, acho melhor você dar meia volta e arranjar alguémpara buscar meus animais. Se quiser conversar amanha cedo no Inn, talvez euesteja disposto a ouvi-lo.
Ovelho recuou alguns passos e tropeçou. Parecia aturdido.
-S-simsenhor! Vão buscar seus animais. Sim, eu já venho com dois homens.
O velho saiu apressado. Sebastião tinha um sorriso de satisfação no rosto. O velho pensava excitado. “Por Deus, é realmente um Matador. É UM MATADOR”
Pulleiro do Diabo era uma cidadezinha localizada no meio de um deserto árido e poeirento. Era consideravelmente grande, e bem populosa se levassemos em conta sua péssima localização e a precária qualidade de vida. Era banhanda por um corrégo que permanecia seco do ínicio de julho, até os fins de maio. Durante o resto do ano, era abastecida com água de duas cisternas localizadas na praça central da cidade. “Apenas duas são permitidas”. Costumava dizer o Padre João, quando ainda era vivo. Sebastião sabia das cisternas, e ao entrar na cidade, fora em sua direção. Montado em seu cavalo, Diego, e acompanhado de sua mula, Andressa, foi até o centro da cidade, olhando apenas o horizonte ignorando as dezenas de olhares que se voltavam para ele com sua chegada. Alguns o reconheciam, e não tiravam os olhos. A maioria apenas se entusiasmava com a idéia de alguem novo na cidade.
Sebastião deu água aos animais, e bebeu ele mesmo um pouco. Foi aí que o primeiro cidadão. Um velho, que aparentava seus 260 anos de idade, mas que não passava dos 70 falou com ele:
-Sebastião-Matador!! Sim, sim. Eu me lembro. Matou meu filho….É verdade, não tenho ressentimentos. Tenho um trabalho para você.
Atirei mais duas vezes, e minhas balas estilhaçaram a parede e parte da porta atrás deles. Meus tiros não os acertavam de maneira alguma. Eles continuavam parados. Barney soltou um gemido quando me abaixei novamente apoiando minhas costas contra o balcão. Estava tremendo, me disse alguma coisa, mas não compreendi, nenhum som saia de sua boca. Ele parou e respirou fundo.
Levantei outra vez. Mirei calmamente, já que não iam reagir, eu ia usar todo o tempo do mundo e explodir a cabeça do idiota que tinha falado comigo. Apontei a arma automaticamente, centrada na cabeça encapuzada, do Sr. Voz Robotizada. Agora eu não erraria, nem em um milhão de anos eu erraria apontando daquele jeito. Puxei o gatilho com um sorriso na cara que fizera o garoto estremecer. A bala não chegou ao alvo. O Sr Voz robotizada nem mesmo se mexeu. Não tinha se desviado, disso eu tinha certeza, balas não desviam sua rota por aí como bem entendem, certo? O que tinha acontecido? A bala tinha sumido? Não importava eu acertaria o próximo e…
- Jack Nickles- a voz mecanizada falou novamente, dessa vez mais baixa - Estamos aqui para acompanhá-lo até nossa prisão, traga suas armas caso deixem-no mais a vontade.
- Eu não vou a lugar nenhum seus desgraçados! Vocês não vão me levar!
Gritei já com o idiota na mira. Mas no instante seguinte pousava meu rifle sobre o balcão e olhava com os olhos arregalados, imaginando se havia ficado louco. O sr Voz Robotizada tinha feito o primeiro movimento desde que haviam entrado. Esticou o braço para frente até a altura dos ombros, e abriu a mão. À bala, a maldita bala do meu rifle caiu de cima da sacada, quicou sobre uma das mesas rolou e caiu sobre o chão de tábuas do bar.
O garoto, Barney, respirou o fundo e com um tremendo esforço falou, tão baixo que mal pude ouvi-lo:
- Por favor, Jack, eles só querem que você se entregue. Não vão te machucar. Apenas vá, eu não me importo mais com o bar, só quero que os tire daqui. Por favor, Vá.
Eu to ficando bom em escrever textos pequenos… Mentira, eu reparti esses dois últimos pela metade.